Sobre Alexandre Mancini
Nascido e criado na cidade de Belo Horizonte (MG), Alexandre Mancini absorveu desde muito cedo a estética da arquitetura moderna brasileira, principalmente através de seu elo com a região da Pampulha e, além disso, por seu avô materno ter sido um dos pioneiros na construção de Brasília, fatos que se revelaram de muita influência para o artista.
Iniciou seu trabalho com os azulejos através da 1958 Azulejaria, um ateliê de produção artesanal que resgatou o estilo brasileiro de azulejaria. A partir de 2006 dedica-se exclusivamente aos painéis de azulejos artísticos, assinados e exclusivos, em integração ao espaço arquitetônico.
Seus painéis mostram uma forte influência de Athos Bulcão quanto ao uso da composição modular aleatória através de elementos geométricos simples. Grande parte de suas obras são finalizadas pelo azulejista responsável pelo assentamento acentuando sua observação sobre arte pública e participativa, instigando a participação do espectador através de sua percepção sensorial e despertando-o para processos ativos de observação. Segundo o arquiteto Pedro Morais “seu trabalho é exemplar na valorização e resgate do azulejo como suporte perene para obras públicas”.
A cidade de Belo Horizonte recebeu boa parte de seus painéis integrados a espaços públicos ou particulares. Em 2008 inaugurou seis painéis na Praça da Pampulha, localizada junto ao complexo arquitetônico da região. Desenvolve paralelamente exposições de arte onde utiliza a composição figurativa como elemento associado à composição modular e realiza palestras e seminários que divulgam a história das obras e artistas ligados à azulejaria brasileira.